quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Não é que cada visão precisa se transformar numa concha que o Algo irá fundir em puro amor dentro de nós: não se trata disso: o que acontece é que o Algo é tão precioso e profundo que até um objeto tão pequeno quanto uma concha pode servir ao Algo para transformar uma simples concha em amor dentro de nós.
O Algo também faz isso com as palavras, que são tão pequenas, e, mesmo sendo assim pequenas que nem uma concha, por exemplo, as palavras podem dizer céu e mar: duas palavras, mínimas, mas que se referem a um significado pra lá de imenso.
O Algo (que está em todo lugar e em lugar nenhum) é o Ser perfeito que ninguém faz, e o Algo só sabe ver poeticamente o mundo: o Algo só sabe ver que, quando despertamos para o fato de que tudo é beleza, também despertamos para o amor puro dentro nós.
O Algo é aquele Ser que se faz sozinho e que, ao encontrar uma barata, a transforma em estrela: é aquele Ser que ninguém faz e que, ao encontrar um assassino, o transforma em água pura da fonte: o Algo vê beleza em tudo, porque ele é a grande potência transformadora.
Fernando José Karl
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
A concha você pode encontrá-la quando fechares os olhos: ela pode ser vista apenas pela glândula pineal: ou olho védico ou terceiro olho: a glândula pineal tem 8 mm: ela é quem oferece a concha para o Ser indestrutível: o Algo (Atman): e o Algo (também conhecido como o Deus), que é sutil e profundo, transforma esta concha num imenso amor dentro de ti.
O Algo também faz isto com todas as coisas lindas, muito mais que findas, que forem vistas pela glândula pineal: uma árvore, um mar verde colossal, um céu, um perfume, um diamante.
Por isto é muito importante vermos poeticamente o mundo vasto mundo.
Fernando José Karl



