quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
deves ser paciente
embora convivas diariamente
com a impaciência
deves amar com grandeza
o pequeno eu
para amar com grandeza
o pequeno outro
e um dia ver que não há
nem um nem outro
deves agradecer
os atos de ingratidão,
a angústia,
a ansiedade.
sem eles não chegarias a ver
a beleza instantânea:
o vento desfolhando dentes-de-leão,
a ladra de jardins públicos,
intimas pétalas sorridentes.
deves suportar o escárnio
de quem não confia em si mesmo
e desconfia da possibilidade
de criação e liberdade.
deves, não por dever ou dívida,
mas por devoção e devaneio.
Marília K.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
É uma árvore milenar, a Pinus aristata, um pinheiro nativo dos Estados Unidos. Os cientistas já conseguiram determinar que essa vovó do mundo vegetal pode viver por mais de 4 mil anos. O exemplar mais antigo, apelidado de "árvore Matusalém" – uma referência ao personagem bíblico que teria vivido 969 anos –, já soprou 4.768 velinhas e segue firme e forte na Califórnia, numa floresta a 4 mil metros de altitude, com pouca chuva e clima frio. Por incrível que pareça, esse ambiente hostil é um importante ingrediente na receita de longevidade da Pinus aristata, porque os ventos gelados desencorajam a presença de insetos e previnem infestações de fungos e pragas. Outro segredo é que esse pinheiro usa praticamente toda a energia adquirida na fotossíntese para a sobrevivência, e não para o crescimento. Com essa estratégia, a árvore aumenta apenas 0,02 centímetro por ano, e mesmo os troncos mais velhos não ultrapassam 18 metros de altura. Essa espécie existe apenas nas White Mountains californianas, onde crescem e se fortalecem num ambiente extremamente árido de rochas brancas de dolomita que dão o nome às montanhas. A dolomita é uma forma de calcário muito alcalina que impede que outras plantas sobrevivam e permite que esses pinheiros, relativamente baixos, enroscados e enrugados sigam sua vida por milhares de anos.
segunda-feira, 1 de dezembro de 2008
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